sábado, 12 de maio de 2012
A vida tem cor
A vida tem cor... Pinta-se de alegria tristeza ou dor Quanto ao seu tom Pode ser forte, suave Depende do dono do pincel A vida tem som Ele as vezes é agudo, as vezes grave Como termina a sinfonia Só o maestro sabe A vida tem cheiro Perfumado ou inodoro Há quem de alquimia faça sua mina Há quem confie somente nas narinas A vida tem paladar Há momentos doces outros amargos Provar a vida é tirar dela o que se pretende E saboreá-la com apetite A vida tem tato Tocar no plano, tropeça-se em buracos Seja ela gostosa ou pegajosa Apalpa-la, é poema à toda prova **Sentir os cinco sentidos da vida É sentir o prazer de viver** uma ótima sexta feria... Um final de semana todo colorido, com amor, paixão e prazer...
A CHUVA
Chuva
Como a chuva que se derrama pela cidade
e nunca retornará novamente como a mesma chuva,
assim sou eu, que me derramo pelos dias,
construindo meu passado,
vendo o agora ser notícia de ontem
logo quando me distraio a pensar demais
no que vem depois.
Como a chuva que se derrama pelas calçadas,
também sou movimento que um dia cessará,
mas enquanto isso transbordo até o limite,
sou excessivo,
busco vida em cada fresta que se abre,
em cada corpo que se faz de concreto
e dureza aparente ,sou oblíquo como estas gotas que caem surrando minha janela,
minha retidão é apenas aparente,
mas sigo sempre direções contrárias àquelas
que esperam de mim.
Eu dou a direção das minhas águas,
eu escolho onde desembocar.
Não tente me aprisionar no limite das suas mãos em concha,
conceba-me como este rio vertical que só quer correr livre.
Então beba de mim, sacie-se,
carregue no seu sangue um pouco de minhas águas,
mas não queira ser as margens que limitam os meus braços.
Pois sou esta chuva oblíqua, que molha e acarinha sua carne,
que se faz beber pela sua língua fibrosa,
mas que nem sempre cai vertical,
da mesma forma, na mesma direção.
Sou a chuva que descarta qualquer retidão,
que cai livre e que nunca mais será a chuva
que você vê agora.
Serei sempre uma queda diferente.
Como a chuva que se derrama pela cidade
e nunca retornará novamente como a mesma chuva,
assim sou eu, que me derramo pelos dias,
construindo meu passado,
vendo o agora ser notícia de ontem
logo quando me distraio a pensar demais
no que vem depois.
Como a chuva que se derrama pelas calçadas,
também sou movimento que um dia cessará,
mas enquanto isso transbordo até o limite,
sou excessivo,
busco vida em cada fresta que se abre,
em cada corpo que se faz de concreto
e dureza aparente ,sou oblíquo como estas gotas que caem surrando minha janela,
minha retidão é apenas aparente,
mas sigo sempre direções contrárias àquelas
que esperam de mim.
Eu dou a direção das minhas águas,
eu escolho onde desembocar.
Não tente me aprisionar no limite das suas mãos em concha,
conceba-me como este rio vertical que só quer correr livre.
Então beba de mim, sacie-se,
carregue no seu sangue um pouco de minhas águas,
mas não queira ser as margens que limitam os meus braços.
Pois sou esta chuva oblíqua, que molha e acarinha sua carne,
que se faz beber pela sua língua fibrosa,
mas que nem sempre cai vertical,
da mesma forma, na mesma direção.
Sou a chuva que descarta qualquer retidão,
que cai livre e que nunca mais será a chuva
que você vê agora.
Serei sempre uma queda diferente.
O AMOR ME ESPERA
O AMOR ME ESPERA . O amor me espera Ali na esquina Ali no ar Ali na terra Ali no
mar . Por mais que pareça perdido O amor me espera sorrindo De braços abertos
Alem da espera... Simples dom de amar . O amor me espera aqui Dentro de mim
Debruçado na janela Escondido em algum jardim . O amor me espera nas ruas
Nascendo em mãos que são tuas Secreto em olhos de mistérios Em sorrisos que se
querem bem . Em pessoas que já se foram Em seres que ainda vem Em coisas que nos
servem Em tudo o que eu tenho Em tudo que você tem . O amor me espera Aonde eu
for... O amor te espera... O amor te quer O amor impera Em quem vier . Ele cessa
a guerra Ativa a vida E enche o mundo de esplendor . O amor me espera Aonde eu
for... Beijos de muito amor e carinho Nel?
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